Como distinguir um trabalho vertical de um trabalho em altura

Quando falamos de trabalhos em altura e trabalhos verticais, com frequência, pode-se duvidar sobre se trata-se do mesmo ou não. No artigo de hoje, vamos tornar um pouco mais fácil e ajudá-lo a identificar essas diferenças para entender do que estamos falando quando nos referimos a trabalho em altura vs. trabalho vertical.

O que se considera trabalhos em altura?

Quando nos referimos a “trabalhos em altura” falamos de um conjunto de procedimentos que se levam a cabo em uma altura de 2 metros ou mais do solo e ante a qual existe risco de queda e consequências prejudiciais para o técnico que os realiza (incluso poderia resultar em morte). Por essa razão, é realmente importante contar com o equipamento de proteção individual (EPI) correto para esse tipo de trabalhos. Alguns exemplos de situações em que você pode realizar os trabalhos em altura são:

  • Trabalhos em telhados ou coberturas: labores onde é necessária uma planejamento importante para evitar acidentes.
  • Trabalhos com andaimes tubulares (estruturas fixas no solo) ou andaimes suspensos (estruturas suspensas a grandes alturas).
  • Trabalhos em escadas de mão: que podem ser extensíveis ou de tipo tesoura.
  • Trabalhos em plataformas elevadoras: servem para poder deslocar os trabalhadores.

Esses diferentes métodos de trabalho são usados para tarefas de manutenção, limpeza, reparação e reabilitação de edifícios existentes ou bem em construções novas e grandes obras. Além de dispor da certificação para trabalhos em altura, o técnico frequentemente será solicitado a ter outras certificações adicionais para o correto uso dos equipamentos que vai utilizar.

Como comentamos anteriormente, esses trabalhos envolvem um importante risco para o técnico e devem ser realizados com o chamado “kit de segurança” adequado, que inclui as proteções individuais necessárias para poder proteger de forma segura o trabalhador. É necessário que esses equipamentos contem com um sistema anti-queda (EPI), que permita ao técnico ter as mãos livres para poder trabalhar e, ao mesmo tempo, manter sua segurança frente a possíveis quedas que ponham em risco sua vida. Também é importante ressaltar que a formação prévia para realizar esse tipo de trabalhos é chave para adquirir os conhecimentos básicos e necessários que permitam ao técnico trabalhar com total confiança e segurança, tal é o caso do curso que imparte Gravitat sobre trabalhos em altura, localizado em Barcelona.

O que nos referimos com trabalhos verticais?

Com esse termo identificamos aqueles trabalhos que utilizam uma série de técnicas de acesso e posicionamento com cordas em lugares de difícil acesso. Esse tipo de trabalho permite ao técnico realizar diferentes manobras para acessar o local de trabalho quando o uso de maquinaria é praticamente impossível. Embora para esse tipo de manobras seja indispensável contar com uma formação específica de trabalhos verticais, que pode ser simplesmente uma formação básica de 3 dias, ou se você quiser ser um técnico com maior grau de experiência e com maiores oportunidades laborais, pode obter sua certificação IRATA, que é o mais alto padrão de segurança para trabalhar suspenso de cordas.

A principal diferença entre um trabalho vertical e um trabalho em altura é o uso de cordas por parte do técnico para acessar a área de trabalho. Nos trabalhos verticais, trabalha-se como mínimo com duas cordas, o que proporciona maior segurança ao técnico ou trabalhador. A primeira dessas cordas é conhecida como “corda de trabalho” e se utiliza como meio de ascensão, descensão e apoio. Por outro lado, a segunda corda é conhecida como “corda de segurança” e se utiliza como reforço por si se apresentar algum dano ou imprevisto com a primeira corda. Em alguns casos, existem trabalhos que devem ser realizados manipulando cargas, então, é necessário acrescentar uma terceira corda que possa servir de apoio ao técnico para movimentar a carga sem que ele corra algum perigo e possa desenvolver o trabalho da forma mais adequada.

O técnico precisa utilizar material específico para desenvolver um trabalho eficaz e sem colocar em perigo sua segurança. Dentro do material necessário, pode-se destacar o seguinte: bloqueadores, arneses de suspensão, cordas, pontos de ancoragem, capacetes, entre outros.

O que equipamentos de proteção usaremos em cada caso?

O arnês A600 seria um exemplo muito bom de arnês para trabalhos em altura, pois se trata de um arnês de alta gama com acolchoados, colete transpirável, fivelas automáticas leves e indicadores de queda. Trata-se de um arnês muito completo que cumpre com a função anti-queda graças aos pontos de ancoragem dorsal e frontal, assim como com a função de retenção por seus pontos de ancoragem para posicionamento em trilhos. Tudo isso os torna ideais para equipar operários em trabalhos em altura a mais de 2 metros, como por exemplo em andaimes suspensos, escadas, coberturas, poços ou veículos.

Por outro lado, mencionar o A71 como arnês muito completo e competitivo para esses usuários que realizam trabalhos suspensos, como podem ser os verticalistas que trabalham no setor da construção, limpeza e reabilitação de edifícios ou arboricultura ou trabalhos de poda. O arnês de suspensão A71 conta com 2 pontos de ancoragem (dorsal e frontal) e o ponto de ancoragem de suspensão para trabalhar em posição sentada. Além disso, conta com um par de pontos de ancoragem laterais localizados no cinto que cumprem com a função de posicionamento e com vários porta-ferramentas ideais para prender no cinto todo tipo de ferramentas de trabalho e prevenir assim sua queda na manipulação quando se trabalha em altura.

E para acabar de completar o equipamento de segurança para seus trabalhos em altura ou verticais, desde Accesus disponibilizamos de uma ampla gama de eslingas anti-queda (simples, duplas, elásticas, com capacidade de carga até 140 Kg e curtas com mínima distância de queda), anti-queda retráteis, conectores, pontos de ancoragem, porta-ferramentas e bolsas de transporte para equipá-lo com total segurança para realizar seus trabalhos em altura e/ou trabalhos verticais.

Nota: Artigo em colaboração com o centro de formação GRAVITAT.